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"A igreja Universal tem uma grande dívida de gratidão para com todos os O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002). "O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: IV Edição: Mensal N°:  XXXVII Mês: Novembro de 2006.

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia

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Pastoral Vocacional.
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Colunista                
Frei Alonso da Santa Maria osc

Ser Monge: uma vocação, uma missão.

Muito se tem falado sobre os Monges no mundo moderno, comentários bons e outros nem tanto. Para uma sociedade de cultura religiosa como no Japão ou China não é uma perda para o mundo um jovem que deixa tudo para buscar algo mais elevado, buscar a elevação de sua alma e para a família é uma grande dádiva. Já para uma cultura consumista como acontece em grande parte dos países do ocidente, um jovem que não faz “nada”, não produz coisa alguma e não consome os supérfluos que a máquina do consumismo oferece isto é uma grande perda e inadmissível. Para os que não conhecem o campo espiritual, que não têm elevação na alma e só sabe pensar em “dinheiro” realmente este estilo de vida está totalmente fora de rota.

Muitos hoje são apegados aos bens materiais ou se deixam prender por laços emocionais muito fortes com a família o que os faz tremer ao pensar em deixá-los, talvez até sentissem o desejo de seguir a Cristo “um dia”, mas a carne o seduz e acaba deixando o espírito de lado. Outros acham um absurdo se pensar em castidade, muito mais ainda se falamos em “virgindade”, palavra que chega a amedrontar as possíveis vocações. Parecem desconhecer que a Igreja sempre pregou que os casais deveriam subir ao altar “virgens” (isto é válido tanto para os homens como para as mulheres), ora, se isto é para os casais, quanto mais aos que  desejam se consagrar a Cristo, ao Cordeiro sem mácula. Uma vocação não nasce de um momento (salvo muito raras exceções), elas são geradas desde muito cedo, ela vem de Deus que escolhe e chama, seduz e cativa (Seduziste-me, Senhor; e eu me deixei seduzi Jer. 20,7). O Monge é aquele que se deixou seduzir pelo amor do Pai e ele não sabe outra coisa fazer a não ser buscá-lo sempre com mais afinco.

A vocação do Monge é de todas, uma das mais sublimes, pois a vida do Monge é consagrada totalmente a Deus, vivendo em seu mosteiro, sem estar no rebuliço do povo, a rezar pelo povo, a pedir perdão pelos pecados da humanidade, elevando a alma e a cultura do povo. Grandes países como a Alemanha devem muito aos Monges que os catequizaram, ensinaram a trabalhar e a se elevar espiritual e culturalmente.

Uma vida na clausura não se pode dizer que não sirva para a evangelização, os Monges sempre evangelizaram o povo só que de uma maneira diferente, não no corpo a corpo como acontecesse nas comunidades ativas, mas no silêncio de seus mosteiros, em meio as suas orações. A vida do Monge vai muito além de uma simples vocação religiosa, é uma missão junto ao Pai de orar sem cessar. A oração que encanta, embeleza, alivia e acalma a alma. Que deixa aquela paz não só no Monge, mas a todos.

Muitos admiram a religião Budista, mas será que sabem que os Monges fazem seis votos sendo um deles o voto de virgindade.

Na sua consagração o Monge se apresenta a Deus limitado como todo o ser humano, mas na constante busca da perfeição como pede Jesus, para nós os cristãos, (sedes perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito Mt. 5,48), para se tornar um santo como Deus fala (sede santo porque eu sou santo Lev. 11,44). Durante muito tempo os Monges foram também chamados “Anjos”, dado a sua pureza, devido sua busca constante de Deus e se fazer um com o Cristo como diz São Paulo (Já não sou eu quem vive, mas é Cristo que vive em mim Gl. 2,20).

Grande quantidade de jovens entra em contato conosco, uns só especulando, alguns na busca por encontrar o que procuram, a paz que faz calar a alma sedenta por Deus, embora nem todos nasceram para serem Monges, muitos se assustam ao ouvir falar em “clausura”, “castidade”, “virgindade”. Nem todos estão preparados para abandonar o mundo, como disse Jesus (Muitos são chamados, poucos os escolhidos Mt. 22,14).

Os Monges rezam, trabalham e estudam, estão em uma constante contemplação de Deus, pois tudo o que fazem é por Ele e para Ele, o papa Bento XVII disse (Os mosteiros são oásis de contemplação e escolas de perfeição cristã). Buscam não somente a sua própria salvação, mas a da humanidade inteira. Reza por você que está lendo. Rezar, eis a sua missão.

Frei Alonso da Santa Maria osc = Prepósito Vocacional - 2006/2007

 
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